sexta-feira, 15 de agosto de 2014

O que eu mais queria era encontrar alguém só para mim. E eu achei que tinha encontrado.

Nosso amor não foi efêmero, foi na verdade lindo, melhor do que imaginava. Mas eu errei. Errei na dosagem do veneno da frieza, coloquei demais no conta-gotas e fui, inconscientemente destilando esse mal no grande amor que eu jamais tive e esperei tanto por vir.

É inverno, faz frio dentro e fora, igual a frieza mórbida que eu deixei crescer e não percebi. Não meu querido e amado, não era para ser assim, não era para que a distância que antes era geográfica se tornasse física, mental.

Sinto-me caótico, há tanto que eu quero e preciso fazer mas algo impede-me de fazer essas ações e o que me impede é você.

Essa infeliz barreira construída não me deixa chegar perto de você, não tenho forças para quebra-la sozinho, preciso da sua ajuda do outro lado, mas essa barreira congelada não derreterá facilmente, ou na pior das hipóteses, ficará perpétua.

Do meu lado há uma profunda tristeza por não saber mais o que fazer, pois sinto que o fim está tão próximo quanto uma data de viagem de avião. Os dias passam e mais próximo dessa viagem eu me torno.

Eu não queria isso, foi minha culpa, errei da melhor forma possível. Sempre esperei por você, guardei todo esse amor para te entregar e receber o seu, mas eu sei que eu errei.
Me perdoa.
Eu não queria ser ruim, eu queria ter olhado para você como você merecia.

Sei que estou te forçando a ficar comigo agora, mas é porque eu quero tentar te reconquistar, quero provar que te amo, mas você não está preparado. Eu sei disso e me iludo. Me iludo porque ainda tenho esperança que você vai deixar seu sol brilhar.

Eu te amo, meu grande amor.

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