segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Ontem

Ontem ainda fica na minha cabeça, sendo repassado várias e várias vezes.
Hoje eu sori de mentira para todos, eu pensava toda hora que eu sorria, eu não estou bem, estou fingindo para que ninguém fique preocupado comigo.

Ontem eu fui forte, não chorei, escutei tudo que eu pudia escutar, desabafos, tristeza, gritos, berros, caos, e preincipalmente choros. Choros de todos, abri minhas asas para proteger todos que queriam um abraço, uma palavra, um simples gesto de que tem alguém do seu lado, eu fiz isso, mostrei meu papel no grupo como nunca tinha feito.

Houve um momento que eu quase desabei, mas eu passei por cima do meu orgulho e preferi não fazer uma ceninha retardada para não machucar mais gente.

Ontem foi o dia mais tenso de todos que eu passei com eles, não imaginava que nós eramos tão perigosos assim, não imaginava que sairiam tantos feridos, não imaginava que eu ia vê-lo desabar, nunca imaginei isso, sempre o achei forte, guardando para si seus sentimentos. Ele teve medo que eu o cruxificasse, mas eu não tenho esse direito, nem esse poder. Mas ontem eu fiquei descepcionado, como nunca tinha ficado com alguém, mas meu carinho por ele é muito maior que qualquer coisa que ele possa fazer para me ferir ou ferir os outtros, eu não vou sair do lado dele ele prescisa tem alguém com que possa apoiar-se, eu vou fazer isso. Não consigo ver alguém mal e não poder ajudar. Faz parte de mim ser humanista.

Não sei como vai ser o amanhã, tenho medo, tenho muito medo que ocorra a separação, de todos nós, sou dependente de todos, cada um esta dentro de mim, em maior ou menor proporção, mas está.

Ontem era para ser um dia feliz, com clima de pique-nique, todos conversando rindo, felizes pela volta de uma pessoa querida que é uma peça inportante do quebra-cabeças do nosso mundinho de praça do Japão, Oswaldo Cruz, casa de alguém para durmir, bebidas, cigarros, ás vezes uma ilicitas, pegação, amizade pura e sincera. Um mundinho que entra qualquer um e sai quarquer um. Um mundinho que traz consigo personagens excêntricos, misteriosos, despedaçados com seu passado, confiantes, amigos, estressados, sensíveis, que sentem a dor do outro.

Um mundinho que eu vivo e não vou sair dele, não tenho força para abandoná-los, eu faço parte do mundinho, esse mundinho é mais importante do que qualquer outro mundo que eu vivo. pois ele é onde eu me sinto feliz, me faz crescer, me faz viver e aprender.

Um comentário:

  1. Ai, ai, Haru, miil perdões.
    Eu desencadeei aquela cena toda, mesmo sem querer. Se soubesse as consequencias que o meu egoísmo traria...
    Admito que a minha maior motivação para erguer a cara no domingo foi causar ciume.
    Não contei com o temperamento explosivo dele, nem dos demais...
    E nem com o meu.
    Acho que isso que é amadurecer, certo? Fazer cagada e depois ter que limpar.

    Acho que tudo vai acabar bem.
    Quem magoou mais, e quem mais saiu magoado não esqueceu. Mas, com certeza, perdoou.
    O que nós precisamos é de um tempo... Respirar e espairecer.

    Muita gente não sabe da minha decisão final. Talvez tenham cogitado. Outros discordarão...
    Mas eu decidi não dar importância.

    Sabe o que é mais engraçado?
    Depois daquela cena toda, e de um final de domingo horrendo, só assim, é que conseguimos conversar de verdade.
    Não fosse isso, talvez eu não tivesse resolvido todos os problemas de um compromisso corrompido.

    Meu mundo parou no dia quinze.
    Só voltou a andar no vinte.

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